Crítica a 2° versão do objeto de Mariana Piccoli
A proposta inicial de Mariana Piccoli consistia em um cubo com elásticos presos ao longo do material por pequenos alfinetes. Após a primeira roda de críticas, o objeto foi desconstruído e agora se resume em um corpo de elásticos emaranhados entre si em uma escala suficiente para algumas pessoas entrarem no objeto, com a inserção de alguns elementos que produzem sons, de acordo com o movimento dos elásticos.
Definitivamente o objeto está mais interativo e aberto, a ideia representativa do cubo mágico através da caixa, que anteriormente sustentava a proposta, ter sido eliminada foi mais do que um ponto positivo. O emaranhado de elásticos produz uma forma mais orgânica e pessoal, de acordo com quem interage com o objeto. Além dos sons no conjunto, luzes podem atrair mais pessoas à obra, assim como manter o interesse por muito mais tempo. Quanto ao tamanho, a proposta é maravilhosa, mas acredito que impraticável. Dando um passo atrás no propósito, talvez a interação entre varias pessoas pode se manter, mas através de conjuntos de elásticos separados que se unem em um grande emaranhado.

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